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Meta anuncia oito mil despedimentos e reforça investimento na Inteligência Artificial

Meta anuncia oito mil despedimentos e reforça investimento na Inteligência Artificial

A gigante tecnológica de Mark Zuckerberg, dona de redes sociais como o Facebook e o Instagram, vai também encerrar cerca de seis mil vagas em aberto.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Yves Herman - Reuters

A Meta anunciou na quinta-feira a intenção de despedir cerca de dez por cento dos seus funcionários, o equivalente a oito mil pessoas. É a mais recente de uma série de demissões em massa em empresas do setor tecnológico, em parte impulsionadas pela Inteligência Artificial.

A empresa detalhou que irá oferecer aos funcionários afetados nos Estados Unidos 16 semanas de salário base, juntamente com duas semanas por cada ano de serviço, acrescentando que os pacotes internacionais serão semelhantes.

O anúncio foi feito pela diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, segundo a qual as demissões entram em vigor a 20 de maio.

“Estamos a fazer isto como parte do nosso esforço contínuo para gerir a empresa de forma mais eficiente e para nos permitir compensar os outros investimentos que estamos a fazer”, explicou à Bloomberg.

Em 2025, a Meta gastou 72,2 mil milhões de dólares em despesas relacionadas com centros de dados e outras infraestruturas de Inteligência Artificial (IA). Este ano esse valor deverá subir para, pelo menos, 115 mil milhões de dólares, de acordo com um relatório da empresa lançado em janeiro.

A gigante tecnológica tem também investido fortemente no seu laboratório de superinteligência e adquiriu várias startups de IA, entre as quais a Moltbook e a Manus, como parte dos seus esforços contínuos para competir com a OpenAI e outras empresas do setor. As ações da Meta registaram uma queda superior a dois por cento na quinta-feira após o anúncio dos despedimentos.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, tinha já dado a entender no início do ano que a empresa poderia sofrer alterações estruturais devido à Inteligência Artificial. Em janeiro referiu-se a 2026 como “o ano em que a IA começará a mudar drasticamente a forma como trabalhamos”.

“Começamos a ver projetos que antes exigiam grandes equipas a serem agora realizados por uma única pessoa muito talentosa”, afirmou então Zuckerberg.

Cada vez mais empresas têm reduzido o número de funcionários ao longo do último ano, argumento que a Inteligência Artificial tem a capacidade de melhorar a eficiência.

Em janeiro a Amazon anunciou o despedimento de 16 mil trabalhadores – a segunda onda de demissões em massa em apenas três meses – e, no mês seguinte, a tecnológica financeira Block avançou que iria despedir 40 por cento dos seus funcionários.

c/ agências
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